quinta-feira, 19 de maio de 2016

LITERATURA INFANTIL -/ "A TARTARUGA MARINHA QUE NASCEU MIUDINHA"




NANDINHA A TARTARUGA MARINHA


ERA UMA VEZ NUM VERÃO, NO COMEÇO DA ESTAÇÃO, ANTES DE O SOL RAIAR.
UMA TARTARUGA CALMAMENTE, CAMINHA LENTAMENTE, PARA UM BURACO CAVAR.

DEPOIS DO BURACO FEITO, COM CALMA E MUITO JEITO, COLOCA SEUS OVOS LÁ.
E QUANDO TERMINA A TAREFA, COBRE OS OVOS COM PRESSA, PARA QUE POSSAM CHOCAR.


CUMPRIDA SUA MISSÃO, VOLTA PRO MAR ENTÃO, DEIXANDO OS OVOS LÁ.
OS DIAS VÃO SE PASSANDO, E O SOL OS OVOS CHOCANDO, ATÉ O TEMPO TERMINAR.

CHEGANDO ENTÃO O MOMENTO, ESPERADO A TANTO TEMPO, PARA AS TARTARUGAS NASCEREM.
OS OVOS VÃO SE ROMPENDO, AS TARTARUGAS VÃO NASCENDO, LUTANDO POR SOBREVIVEREM.


NASCEM E SAEM CORRENDO, COMO SE HOUVESSE ALGUÉM DIZENDO: “SAIAM DEPRESSA DAQUI”.
E ELAS SAEM CORRENDO, NO MAR VÃO SE PROTEGENDO, PORQUE NO MUNDO TUDO É ASSIM.

A TARTARUGA NANDINHA, QUE ERA BEM PEQUENININHA, FOI A ÚLTIMA A NASCER.
POR MAIS QUE ELA TENTASSE, SEU CORPINHO ARRASTASSE, NÃO CONSEGUIA CORRER.


MAS ESCAPOU DA GAIVOTA, SENTINDO-SE QUASE MORTA, NÃO PARAVA DE ANDAR.
LUTOU MUITO BRAVAMENTE, QUEIMANDO-LHE A AREIA QUENTE, PARA ATÉ A ÁGUA CHEGAR.

QUANDO NO MAR ENTROU, SUA FORÇA REDOBROU, VIA A VIDA RENOVAR.
NADOU TRANQUILAMENTE, SEGUINDO TODA CORRENTE, DE ÁGUAS QUENTES DO MAR.


MAS O PERIGO ESTAVA, POR ONDE ELA PASSAVA. CADA PEIXE QUE A VIA.
QUERIA QUE A NANDINHA, A PEQUENA TARTARUGUINHA, FOSSE O ALMOÇO DA FAMÍLIA.

A TARTARUGA NANDINHA, QUE NASCEU TÃO MIUDINHA, PARA DO PERIGO FUGIR.
TINHA DE SER ESPERTA, ESTAR SEMPRE ALERTA, NUNCA PODIA DORMIR.


ENQUANTO O TEMPO PASSAVA, A TARTARUGUINHA ESTAVA, CRESCENDO CADA VEZ MAIS.
IA FUGINDO DO PERIGO, BUSCANDO SEMPRE UM ABRIGO, ESTAVA GRANDE DEMAIS.

ESTAVA ENTÃO NA HORA, DE IR PELO MAR AFORA, NADA TINHA A TEMER.
SEGUIU ENTÃO A NANDINHA, AQUELA TARTARUGUINHA, PARA ESSE MAR CONHECER.


CONHECENDO TODA A BELEZA, QUE EXISTE COM CERTEZA, NO FUNDO DAQUELE MAR.
ELA ACABOU ENCONTRANDO, OUTRA TARTARUGA NADANDO, QUISERAM JUNTAS FICAR.

OS DOIS ENTÃO NAMORARAM, FICARAM NOIVOS E CASARAM, NA PRAIA FORAM PASSEAR.
NANDINHA ENTÃO SE LEMBRARA, DO TEMPO EM QUE SE ARRASTARA, TENTANDO AO MAR CHEGAR.


NANDINHA TINHA A TAREFA, QUE DEVIA CUMPRIR COM PRESSA, E NÃO PODIA FALHAR.
IA POR OS OVOS NA AREIA, NUMA NOITE DE LUA CHEIA, QUE O SOL IRIA CHOCAR.

E ASSIM PARTIU NANDINHA, AINDA PELA TARDINHA, PARA A PRAIA ONDE NASCEU.
PARA CUMPRIR O QUE DISSE, SE SOBREVIVER CONSEGUISSE, VOLTARIA ALI, PARA COLOCAR OS OVOS SEUS.


História e desenhos de propriedade de Thymonthy Becker

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